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Lavagem do Bonfim leva multidão às ruas de Salvador

(Foto: Thuane Maria/divulgação/Governo da Bahia)

Desde o início da manhã da quinta-feira (15), as ruas da Cidade Baixa, em Salvador, ganharam tons de branco e um aroma marcante de alfazema. Milhares de pessoas ocuparam o entorno da Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia para dar início à tradicional Lavagem do Bonfim, uma das maiores expressões de fé e identidade cultural da Bahia.

O ritual, que une devoção católica e tradições de matriz africana, mais uma vez reuniu públicos diversos. Baianas trajadas de branco, fiéis com jarros de flores e água de cheiro e grupos culturais formaram um cortejo que seguiu a pé por cerca de 6,8 quilômetros até a Colina Sagrada, onde está localizada a Basílica Santuário Senhor do Bonfim. A caminhada reafirma uma máxima popular entre os baianos: a fé se expressa no passo firme e coletivo.

A programação do dia começou por volta das 7h30, com uma celebração ecumênica na Conceição da Praia, que contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e do prefeito Bruno Reis. O momento solene foi encerrado com o tradicional hino dedicado ao Senhor do Bonfim, composto no início do século passado.

Segundo estimativas da prefeitura, aproximadamente um milhão de pessoas participaram do percurso, mesmo sob céu nublado. Ao longo do trajeto, manifestações culturais como samba de roda, percussão e capoeira dividiram espaço com orações e cânticos religiosos. Bandas de sopro animaram o público com clássicos da música baiana, reforçando o clima festivo, ainda que, desde o fim dos anos 1990, os trios elétricos estejam fora da celebração.

Na chegada à Colina Sagrada, a imagem do Senhor do Bonfim foi recebida com aplausos, fogos e emoção. Fiéis aproveitaram o momento para amarrar fitinhas no gradil da igreja, agradecer conquistas e renovar pedidos. O encerramento ficou por conta da lavagem simbólica do adro e das escadarias, conduzida pelas baianas, reafirmando uma tradição que atravessa séculos e segue como símbolo vivo do sincretismo religioso e da cultura baiana.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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