A brasileira Juliana Magalhães, de 23 anos, presa nos Estados Unidos sob suspeita de envolvimento na morte da própria patroa, prestou um depoimento que mudou o rumo do caso e colocou o ex-chefe no centro das acusações. Em audiência recente, a jovem afirmou à Justiça norte-americana que o assassinato de Christine Banfield teria sido arquitetado pelo marido da vítima, Brendan Banfield, agente do Federal Bureau of Investigation, com quem ela mantinha uma relação íntima.
Segundo o relato, divulgado pela CBS News, Juliana decidiu falar após meses de silêncio por não suportar mais o peso emocional do que classificou como vergonha e culpa. Ela contou que o plano teria sido elaborado ao longo de meses, com a construção de versões e álibis prévios. Parte da estratégia envolveu a criação de um perfil falso em nome da vítima em uma rede social voltada a fetiches sexuais, com o objetivo de atrair um homem até a residência do casal.
De acordo com o testemunho, o convidado teria sido induzido a acreditar que participaria de uma encenação consensual. A porta da casa teria sido deixada destrancada. No momento em que a situação fugiu do controle, Brendan teria atirado no homem e, em seguida, esfaqueado a própria esposa.
Após o episódio, Juliana acionou a polícia. Durante a ligação, o agente assumiu o telefone, identificou-se como integrante do FBI e afirmou ter matado o suposto agressor.
O crime ocorreu em fevereiro de 2024, no condado de Fairfax County. As vítimas foram identificadas como Christine Banfield, de 37 anos, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu, e Joseph Ryan, de 39 anos, morto no local. Juliana vivia na residência avaliada em cerca de US$ 1 milhão e trabalhava como au pair havia dois anos, cuidando da filha do casal.
Inicialmente, o caso foi tratado como uma invasão seguida de reação em legítima defesa. Meses depois, a investigação concluiu que Juliana teria atirado em Ryan, levando à acusação de homicídio de segundo grau, sem direito a fiança. Já o novo depoimento pode agravar a situação de Brendan, que se declarou inocente, mas pode enfrentar prisão perpétua caso seja condenado por planejar a morte da esposa.
Bookmark