O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) afirmou, nesta sexta-feira (21), que se envolveu em um confronto no Centro de Curitiba, na quarta-feira (19), para defender sua companheira grávida do risco de uma agressão e injúria racial.
O parlamentar alegou ainda que agiu em legítima defesa e que estava em um situação privada, portanto não haveria que se falar em quebra de decoro, como apontam os pedidos de cassação protocolados contra ele na Assembleia Legislativa do Paraná após o episódio.
De acordo com Freitas, ele e sua companheira tinham ido a uma clínica para fazer uma ecografia, quando ao atravessar a rua, um motorista fez uma manobra perigosa, e quase os acertou. O deputado disse que reagiu dizendo apenas: “Respeito o pedestre”, mas que o motorista o xingou, usando termos como “lixo” e “nóia”.
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Segundo o parlamentar, o motorista, então, estacionou o carro e correu em direção a ele proferindo novos xingamentos. “E eu não deixei que ele atravessasse a rua para iniciar um conflito físico ao lado da minha companheira grávida”, explicou.
Freitas justificou ter ido ao encontro do agressor para “conter a injusta e iminente ameaça” e para proteger sua companheira grávida de envolvimento na violência.
O deputado relatou que um amigo que o acompanhava interveio primeiro e conteve a briga como o ato de “dar um abafa” para neutralizar a ameaça. “Ou seja, quando tem um fogo, quando você abafa, você retira o oxigênio e apaga o fogo. Quando tem uma ameaça, você neutraliza a ameaça, justamente executando o que o direito nos prevê, que é a legítima defesa”, explicou.
Freitas contou que houve então um segundo confronto físico quando o agressor voltou mais tarde, acompanhado de outras pessoas. Foi quando ele levou um soco que lhe quebrou o nariz, disse o deputado.
O parlamentar garantiu que não fez nada além de se defender. “Eu levantei, continuei a briga ali até imobilizar o rapaz e, de fato, neutralizar a injusta agressão”, afirmou.
O deputado também levantou a suspeita de que o episódio tenha sido armado para incriminá-lo. Segundo ele, o agressor já teria registro de ocorrências policiais por participação em brigas. Além disso, teria entre os políticos que segue nas redes sociais o vereador de Curitiba, Guilherme Kilter, autor de um dos pedidos de cassação contra o parlamentar.
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