O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que todos os jornalistas que o acompanharam à COP30, em Belém, “ficaram felizes” de deixar “aquele lugar” e viajar de volta para o país europeu. Friedrich é conhecido por seu apoio à extrema-direita na Alemanha e sua defesa anti-imigração, além de uma história familiar manchada pelo nazismo.
O chanceler da Alemanha (maior cargo do executivo no país, comparado ao primeiro ministro em outros países europeus) é neto Josef Paul Sauvigny, ex-prefeito de Brilon (1917-1937), filiado ao partido nazista (NSDAP). Antes da filiação, Josef também foi da SA, milícia paramilitar nazista. As ruas de Brilon foram renomeadas com oficiais do nazifascismo, graças à adoração de Josef ao regime.
O Parlamento alemão (Bundestag) elegeu Friedrich Merz no dia 6 de maio desse ano, da União Democrata Cristã (CDU). Merz já começou tropeçando: desde o fim da Segunda Guerra Mundial, um candidato à chanceler não havia obtido os votos necessários para a posse na primeira votação do Parlamento.
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No entanto, a posse chanceler foi confirmada na segunda votação, apontando a fragilidade do governo de coalizão costurado por Merz. Tal fragilidade pode ser explicada pelas políticas extremistas do chanceler, como a defesa do projeto anti-imigração e o rompimento do isolamento à ultradireita no país, simbolizado pelo partido Alternativa para a Alemanha (AfD).
A AfD é classificada pela agência federal de inteligência alemã como uma organização “extremista de direita”. Isolada dês do pós-guerra, a AfD se tornou a segunda maior força política da Alemanha após as eleições que elegeram Merz.
Com o apoio da AfD, Merz reintroduziu as políticas anti-imigratórias, como o controle mais rígido das fronteiras e deportação de imigrantes com documentos irregulares. Em suas palavras “Comigo na liderança, a Alemanha não vai mais pisar no freio na Europa nesse tema”, declarou Merz em referência a uma política migratória mais restritiva.
Dentro do partido, Merz se tornou um rival ferrenho da então chanceler alemã Angela Merkel, crítico de sua política de abertura a refugiados.
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