O advogado de Jair Bolsonaro (PL-RJ), Paulo Cunha Bueno, afirmou, em entrevista nesta quinta-feira (27), que ao tentar violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda na madrugada de sábado (22), o ex-presidente apenas “interagiu” com o equipamento, mas não tinha intenção de fugir.
“Você simplesmente interagir com a tornozeleira não significa, não equivale dizer que você pretendia fugir. A fuga seria uma estrutura complexa. Se ele pretendesse fugir, ele ia cortar a tornozeleira”, afirmou ele.
Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã de sábado, após a Polícia Federal constatar a tentativa de violação da tornozeleira que ele vinha usando desde julho, por descumprir medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Versões
Desde o flagrante, o ex-presidente deu três versões diferentes para o episódio. Primeiro, ao ser questionado pelos policiais federais acionados para verificar a ocorrência, ele alegou que havia batido o equipamento em uma escada.
Depois, ao ser questionado por uma agente do governo do Distrito Federal, disse que havia usado um “ferro quente” na tornozeleira por “curiosidade”.
Já na audiência de custódia após ser preso, afirmou que teria tentado abrir a caixa por “paranoia” por desconfiar que havia nela uma escuta, e por estar em uma espécie de “surto” em razão de medicamentos.
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