O ministro Luiz Fux pediu, nesta terça-feira (21), para deixar a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), onde estão sendo julgados os réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado liderada por Jair Bolsonaro após as eleições de 2022.
O pedido foi apresentado no momento em que o colegiado está julgando o Núcleo 4 da trama golpista, formada por acusados de disseminar mentiras contra o processo eleitoral.
Fux foi o único ministro da Primeira Turma a votar pela absolvição de Bolsonaro. Também foi o único a votar hoje pela anulação do processo contra o núcleo da desinformação.
- Após manobra de Fux por Moro, Gilmar Mendes recomenda “terapia” a ministro
- Gilmar Mendes classifica como “ilegítima” qualquer proposta de anistia e critica voto de Luiz Fux
- Cármen Lúcia desmontou Fux e afirmou Jair Bolsonaro como “líder de uma organização criminosa”
O magistrado pediu para ser transferido para a Segunda Turma, na vaga aberta pela saída do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte.
Inicialmente, estava previsto que a vaga seria ocupada pelo novo ministro a ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mais cotado para o cargo é Jorge Messias, atual Advogado-geral da União.
A saída de Fux ocorre em um momento de isolamento do magistrado dentro do STF. Na semana passada, vazou a informação de que ele teria entrado em confronto com o ministro Gilmar Mendes.
Os dois teriam discutido após Mendes criticar o colega pelo voto em defesa da absolvição de Bolsonaro, e por suas ligações com a operação Lava Jato.
Durante seu voto nesta terça-feira, Fux chegou a se referir a Mendes indiretamente, reclamando de “ministros que não participam dos julgamentos da Turma” e teriam feito comentários sobre o processo.
Bookmark