Em 8 de janeiro de 2023, as sedes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que compõem o Congresso Nacional, foram alvo de invasões e atos de vandalismo em massa por parte de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Objetivo: criar um clima de instabilidade e abrir o caminho para um golpe de Estado que recolocasse Bolsonaro no poder à força.
O episódio sem precedentes é considerado um dos ataques mais graves às instituições democráticas brasileiras na história do País.
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Rastro de destruição
Os invasores romperam barreiras policiais, entraram nos prédios, vandalizaram instalações, quebraram vidros, danificaram obras de arte, móveis e documentos históricos, e ocuparam os locais por várias horas.
Centenas de metros quadrados de vidros foram estilhaçados. Poltronas, mesas e computadores foram destruídos ou jogados nos espelhos d’água. No Senado, a recepção da presidência foi quase totalmente destruída.
Na Câmara, o foco da depredação concentrou-se no Plenário, Salão Verde e áreas adjacentes. Mangueiras de incêndio foram abertas, causando inundações que danificaram carpetes e sistemas eletrônicos.
“Deixa pra lá”
Mesmo com tudo isso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Repub-PB); e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não se dignaram a comparecer ao ato que marcou os três anos do episódio em Brasília, a convite do presidente Lula.
Ao se ausentarem, Motta e Alcolumbre demonstram total desprezo pela democracia e revelam descaso com o acontecimento que colocou em xeque a legitimidade do Legislativo. Com essa atitude, ambos dão um recado aos eventuais futuros vândalos e invasores golpistas: “podem vir que a gente não se importa”.
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