O vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), também conhecido como “mascote” do Deltan Dallagnol, publicou nesta quinta-feira (27), em suas redes sociais, um vídeo em que aparece degradando um homem em visível situação de vulnerabilidade, em uma ação calculada para gerar likes, ódio e polarização nas redes sociais.
No vídeo, o extremista ultraconservador aparece interpelando um homem pobre encostado na porta de uma loja e passa a provocá-lo, rindo debochadamente das justificativas aflitas do cidadão. Kilter chama a Guarda Municipal para retirá-lo da calçada e, sob suas alegações, levá-lo preso para uma delegacia da região.
Ao filmar a cena — incluindo frames em que o rosto do homem fica visível — e usá-la como peça de autopromoção, Kilter não age como fiscal do interesse público, mas como um traficante de imagem e dor alheia.
- Na CPMI do INSS, Sóstenes tenta “lacrar” e é “jantado”
- Piada pronta: Bolsonaro “interagiu” com tornozeleira mas não quis fugir, diz defesa
- Bahia pode ganhar “Dia do Orgulho Heterossexual”
A exploração da vulnerabilidade de um cidadão para posar de herói da “limpeza” da cidade afronta o artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal, que protege a honra e a imagem das pessoas e veda seu uso para exposição vexatória e fins de autopromoção. A postura também desvirtua o papel fiscalizador de vereadores, que não têm poder de polícia nem atribuição para conduzir abordagens como agentes de segurança.
Em vez de acionar a assistência social ou qualquer política pública, o mais jovem vereador de Curitiba transformou a calçada em palco de degradação, entregando posteriormente o homem à prisão, sob acusação de “desacato”.
Mais tarde, enquanto mais um pobre rapaz comum era engolido pelo sistema prisional brasileiro, Guilherme Kilter — o dono da bola — se vangloriou de derrotar tamanha “ameaça”, o rotulou de “nóia” e assumiu, diante das câmeras, sua intenção de “limpar” a praça com a ação.
Assista abaixo à ação do vereador:
Bookmark
