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Expectativa de vida no Brasil chega a 76,6 anos

Idosos
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A nova edição da Tábua de Mortalidade do IBGE, divulgada nesta sexta-feira (28), mostra que a longevidade no país voltou a crescer em 2024, chegando a 76,6 anos. O resultado confirma a recuperação do indicador após a forte queda registrada em 2021, no auge da pandemia, quando a média de vida havia recuado para 72,8 anos.

Mesmo com um avanço mais moderado do que o observado em períodos anteriores, os números apontam que o Brasil vem retomando, de forma gradual, o padrão de aumento da expectativa de vida que prevalecia antes da crise sanitária.

O estudo também reafirma a distância histórica entre os sexos quando o tema é longevidade. Em 2024, a projeção de vida das mulheres atingiu 79,9 anos, ao passo que a dos homens alcançou 73,3 anos.

A disparidade, presente há décadas, está associada a fatores comportamentais e ao maior envolvimento dos homens em situações de risco, como acidentes e episódios de violência. No grupo de 20 a 24 anos, o risco de um homem não chegar aos 25 anos é mais de quatro vezes maior do que o observado entre mulheres, segundo o IBGE.

A pesquisa também mostra melhora discreta nos indicadores de mortalidade infantil: a taxa caiu para 12,3 óbitos por mil nascidos vivos, ante 12,5 no ano anterior. Apesar de ainda não ter retornado ao nível mais baixo registrado antes da pandemia, o dado segue distante dos patamares históricos, como o de 1940, quando eram registradas 146,6 mortes de bebês a cada mil nascimentos.

O IBGE atribui essa evolução a políticas de vacinação, maior acesso ao pré-natal, programas de nutrição e melhorias no saneamento básico.

O avanço da longevidade é ainda mais evidente quando comparado ao início da série histórica. Em 1940, um brasileiro nascido naquele ano viveria, em média, 45,5 anos, três décadas a menos que hoje. Entre os idosos, o salto também impressiona: quem chega aos 60 anos atualmente tende a viver mais 22,6 anos, quase dez anos a mais do que alguém da mesma idade vivia na década de 1940.

Os dados compõem a Tábua de Mortalidade, base usada pelo governo federal para cálculos previdenciários e projeções demográficas. A nova edição reforça que, apesar dos desafios persistentes, o país avança na melhoria das condições de vida e saúde da população.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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