Ao declarar, nesta terça-feira (25), a conclusão do processo sobre a trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro após as eleições de 2022, o ministro Alexandre de Moraes também determinou o início do cumprimento das penas dos condenados e o local em que eles ficarão presos.
Bolsonaro continuará na sede da Polícia Federal de Brasília, onde já estava preso preventivamente desde sábado (22), após ter violado a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
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O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, condenado a 24 anos de prisão, ficará no 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O general Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, condenado a 26 anos, permanecerá na Vila Militar, no Rio de Janeiro (RJ), onde já está preso preventivamente desde dezembro de 2024 por obstrução da justiça.
O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, também condenado a 24 anos, terá como local de cumprimento da pena as instalações da Estação Rádio da Marinha, em Brasília.
O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que pegou 21 anos de cadeira, ficará no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, assim como o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, condenado a 19 anos.
É a primeira vez na história do Brasil em que militares de alta patente são condenados e presos por tentarem um golpe de estado.
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