Uma grande rede de TV americana informou que cerca de 25% de todos os navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos estão agora posicionados no Mar do Caribe, em uma das maiores concentrações navais americanas na região desde o fim da Guerra Fria. O grupo é liderado pelo porta-aviões USS Gerald R. Ford, principal navio da frota. O destacamento reforça a resposta de Washington às tensões com a Venezuela.
Imagens transmitidas no dia 21 de novembro mostram dezenas de embarcações de superfície. O navio USS Iwo Jima também integra a força, transportando cerca de 2.000 fuzileiros da 22ª Unidade Expedicionária, treinados para ações rápidas, operações litorâneas e desembarques anfíbios (do mar para a terra).
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em entrevista coletiva que o governo se prepara para classificar o Cartel de los Soles — cujo o líder seria Nicolás Maduro, segundo o governo estadunidense— como organização terrorista estrangeira. A designação abriria caminho para operações diretas contra centros logísticos, redes de apoio e lideranças do cartel.
Diante da movimentação, o governo Maduro reposicionou baterias de defesa aérea, mobilizou milícias irregulares e colocou unidades militares em estado de alerta no litoral norte. Ainda assim, analistas apontam que a vantagem tecnológica e operacional dos EUA torna difícil uma resposta venezuelana equivalente em caso de confronto.
O tamanho do destacamento americano sugere que Washington mantém opções abertas: desde uma demonstração de força até ações limitadas ou uma operação mais ampla caso o quadro regional se deteriore. Especialistas alertam que a combinação de poder militar mobilizado, respaldo legal e vontade política indica que os EUA se preparam para uma possível escalada rápida.
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