O presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Repub-PB), anunciou novo adiamento da votação do projeto Antifacção apresentado pelo governo Lula, que a direita tentou desfigurar através de parecer do relator e secretário de Segurança do governo Tarcísio de Freitas, deputado Guilherme Derrite, mas foi obrigada a recuar diante da repercussão negativa. Agora, o projeto deverá ser analisado pela casa na próxima terça-feira (18).
- Motta desmente Paulinho e diz que isenção do IR não depende de anistia
- Após derrubada da “PEC da Bandidagem”, Motta diz não saber se vai pautar anistia
- Presidente da Câmara Hugo Motta barra indicação de Eduardo Bolsonaro para Líder da Minoria
Em tom cabisbaixo, Motta tentou alegar que o novo adiamento foi feito a pedido dos líderes partidários tanto do governo quanto da oposição para discutir melhor a matéria. A verdade é que o presidente da Câmara e seu aliado bolsonaristas foram humilhados após tentarem fazer do projeto do governo uma nova versão da “PEC da Bandidagem”, para blindar o crime organizado e seus aliados políticos e empresariais, em uma operação para tirar a Polícia Federal de fora das investigações sobre as facções criminosas.
Em menos de uma semana, o relator escolhido pelo presidente da Câmara fez quatro versões diferentes de seu parecer. De lá para cá, caíram as propostas feitas por Derrite de equiparar as facções ao terrorismo; e condicionar as investigações da PF ao aval prévio dos governadores, trecho que enfraqueceria o papel da corporação no enfrentamento de grupos como o PCC e o Comando Vermelho.
Bookmark