A noite de quinta-feira (13) terminou em pânico no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, após a explosão de uma casa que, segundo a Polícia Civil, era usada para guardar fogos de artifício de maneira irregular. O impacto foi tão forte que destruiu o imóvel, feriu dez pessoas que passavam de carro pela rua e provocou a morte de um homem que, tudo indica, seria o responsável por armazenar o material no local.
O corpo foi encontrado carbonizado entre os escombros, e exames do Instituto Médico-Legal devem confirmar se a vítima é Adir de Oliveira Mariano, de 46 anos. Ele já havia sido investigado no passado por envolvimento com grupos de baloeiros e aparece como morador da casa. A defesa da família, porém, diz que ainda aguarda a identificação oficial. A mulher de Adir escapou por acaso: estava no shopping no momento da explosão.
O estrago se espalhou pelas ruas próximas. Vidraças estouraram, muros desabaram e carros foram atingidos pelo deslocamento de ar. A Defesa Civil interditou 23 imóveis, 12 totalmente, 11 parcialmente, e retirou moradores das áreas de risco. Três quarteirões ao redor do ponto da explosão registraram algum tipo de dano. Câmeras de segurança mostram o clarão que tomou conta da região, seguido de fogos estourando no alto, como se fosse uma queima de Ano Novo.
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Vizinhos relatam momentos de desespero. Uma moradora descreveu que a janela do apartamento foi arremessada para dentro do quarto com o impacto. Outra contou que a sala de casa ficou completamente destruída após o clarão.
O caso foi registrado como explosão, crime ambiental e lesão corporal. A Secretaria da Segurança Pública afirma que todas as medidas estão sendo tomadas para esclarecer responsabilidades e reforça que armazenar artefatos explosivos sem autorização coloca em risco toda a vizinhança. As investigações seguem no 30º DP, que tenta confirmar a identidade da vítima e entender as circunstâncias que levaram ao acidente.
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