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“Carregamos a esquerda nas costas”, diz Duda Salabert, ao rebater críticas às pautas identitárias

Uma das críticas mais recorrentes à esquerda contemporânea é a de que – ao supostamente priorizar questões identitárias que envolvem o combate ao racismo, ao machismo, à misoginia, à homofobia, à transfobia e a defesa dos direitos das minorias – esse campo político teria perdido o foco naquilo que é mais importante para a população em geral: emprego, renda, segurança e moradia. 

Aos 44 anos, a professora de Literatura, ambientalista e ativista exercendo seu primeiro mandato na Câmara Federal, deputada Duda Salabert (PDT-MG), rechaça essa ideia com a autoridade de quem fez sua transição de gênero em 2014, no mesmo ano em que fundou a ONG “Transvest”, dedicada a dar suporte jurídico, psicológico, social e de empregabilidade para travestis e pessoas trans em situação de vulnerabilidade em Belo Horizonte (MG).

Foram justamente os projetos sociais que a credenciaram a ser eleita vereadora da Capital mineira com espantosos 37.613 votos (11,9% dos válidos), recorde histórico para o cargo na cidade e no estado. E também a chegar à Câmara Federal dois anos depois, igualmente com votação expressiva se tornando, ao lado de Érika Hilton (PSOL-SP), uma das primeiras mulheres trans no Legislativo federal. 

A parlamentar destaca que as questões identitárias estão profundamente relacionadas as desigualdades sociais, à falta de acesso à educação, segurança, e moradia que atingem a todos, e em maior grau as populações vulneráveis e marginalizadas. E que seu mandato tem se dedicado justamente a enfrentar os temas mais desafiadores, como a melhoria na educação, a defesa dos direitos dos trabalhadores e à busca por um novo modelo econômico para o país.

Quando você vai discutir questão racial não está fazendo um debate meramente racial. Está discutindo a estrutura carcerária e de segurança pública 

explica.

A deputada também não se furta a fazer a autocrítica da própria esquerda.

Nenhum partido é imune aos preconceitos que existem na sociedade, seja ele de esquerda ou de direita

avalia.

Para ela, o principal desafio do campo progressista é apresentar um novo projeto de país em contraponto ao ideário neoliberal que predomina o debate político desde a redemocratização nos anos 1980. 

Em entrevista ao Brasil Fora da Caverna, a deputada Duda Salabert explica que, na sua visão, essa situação só vai ser superada quando o país conseguir avançar no sentido de um novo modelo econômico e social, recuperando a capacidade dos brasileiros de sonharem com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. 

BFC – Projetos sociais e início na política

Duda
(Foto: Cadu Passos)

Duda Salabert – Acho que uma pergunta que me move politicamente é: o que você faz com os seus privilégios? Na época, eu tinha o privilégio de dar aula em colégio particular, não ter feito ainda minha transição e sobrava R$ 300 por mês, que no Brasil com crise econômica é um baita privilégio. A gente pode pegar esse privilégio, juntar e fazer uma viagem no final do ano. 

Nada contra quem o faça, mas nós que somos professores, temos a alma quixotesca. Sonhamos em transformar o mundo com a educação, lutamos contra moinhos de ventos. Então eu peguei esse privilégio, aluguei uma sala no edifício Maleta aqui em Belo Horizonte, para dar aula para o grupo mais marginalizado historicamente. Para se ter ideia, segundo a Universidade Federal de Minas Gerais, 91% das travestis não concluíram o Ensino Médio. É um número vergonhoso para a educação brasileira e também mineira. 

Nós montamos uma EJA (Educação para Jovens e Adultos) voluntária, sem apoio do governo, só com vaquinhas online, para dar aula gratuita para pessoas trans para que elas concluam o Ensino Fundamental, Médio e também entrem na universidade. Nós fomos bastante exitosos naquele momento, e não só montamos um projeto educacional, mas também criamos a primeira casa de acolhimento de pessoas trans em situação de rua em Belo Horizonte. 

Atuamos nos presídios dando aula para as travestis que estavam em situação de cárcere e o projeto foi se desenvolvendo em vários campos. Como cresceu muito, ele deixou de ser meu, virou um projeto da cidade, do país. E há uma relação direta entre a minha identidade e o projeto, porque à medida que ele ia crescendo, cada tijolo que eu colocava no projeto era um tijolo que eu colocava na minha transição. Então, foi uma experiência muito boa. Tudo acontece no campo da educação. Ele ganhou por vários anos o prêmio de melhor projeto social de Belo Horizonte, tudo feito por professores que acreditavam em transformar a educação. 

Quando eclodiu a pandemia do COVID-19, nós fizemos a Renda Mínima Trans também por vaquinha. Foi o projeto social que mais fez transferência para grupos marginalizados no contexto da pandemia. Nós ajudamos cerca de 100 travestis e 100 homens trans em toda Minas Gerais com um valor de R$ 200 para as travestis e R$ 100 para os homens trans durante quase três anos, ultrapassando até o contexto da pandemia. Foi uma baita vitória, tudo construído coletivamente.

BFC – Transição de gênero

Duda Salabert – É importante lembrar que as estatísticas da população trans no Brasil são assustadoras. Nós somos o país que mais mata pessoas trans do planeta, 16 anos consecutivos. Segundo a UFMG, 90% da população trans está na prostituição. Os números são alarmantes. Lógico que todo o processo envolve diversos estigmas e preconceitos sobre os quais a gente tem que lutar. Mas há que se lembrar que eu já dava aula em colégio particular, tinha uma formação acadêmica, uma trajetória no emprego que diferencia da população trans que é historicamente marginalizada. 

BFC – Eleição em MG com votação recorde

Duda Salabert – Minas Gerais é um estado bastante conservador. Há um ditado popular que diz que o mineiro tira a roupa, mas não tira o crucifixo, que traduz um pouco desse conservadorismo religioso. Mas Minas são muitas, já dizia Guimarães Rosa. Há uma Minas bastante progressista aqui em Belo Horizonte, basta ver que os últimos prefeitos eleitos: ou eles estavam no campo progressista ou eram prefeitos de centro. 

Duda Salabert
(Foto: Cadu Passos)

Belo Horizonte tem esse DNA progressista. E eu fiz uma campanha em 2020 ‘lixo zero’, não imprimi nenhum santinho, nem um panfleto, adesivo, nada, em respeito à minha visão ideológica do ponto de vista ambiental. Porque, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a quantidade de lixo gerado numa campanha daria para produzir 40 milhões de livros. E não saí de casa nem um dia, em respeito à minha saúde e à saúde pública, porque era pandemia. 

Terminei a campanha me tornando a pessoa mais votada daquela eleição e até hoje sou a vereadora mais votada da história de Belo Horizonte. Foi o resultado de um processo de construção política, de projetos sociais que eu já tinha. A campanha só chancelou o que eu já tinha. Não só esse projeto de ter criado a primeira casa de acolhimento de pessoas trans em situação de rua, um projeto educacional para as pessoas trans. 

Naquela época, eu tinha anunciado e estava criando, a pandemia que atrapalhou, também um projeto educacional para as trabalhadoras sexuais da região da Guaicurus (rua de BH onde ela atuam). Tinha trabalhos para fazer um carnaval sustentável. Um debate ambiental, atuava em vários campos, dava aula por 20 anos. Então foi só colher os frutos que eu plantei. Acima do conservadorismo, há no mineiro o entendimento de que o trabalho, quando é bem feito, tem que ser aplaudido. 

BFC – Críticas à esquerda

Duda Salabert – Todos os partidos espelham as estruturas da sociedade. Vivemos numa sociedade que foi fundada tendo como pilares vários preconceitos: o machismo, a transfobia, a LGBTfobia, o racismo. Essas estruturas estão dentro dos partidos. Nenhum partido é imune aos preconceitos que existem na sociedade, sejam eles de esquerda ou de direita. 

Nós, do campo progressista, temos a obrigação e o dever de transformar a sociedade e iniciar essas transformações dentro dos próprios partidos. Lógico que houve avanços. Basta ver que nós temos pela primeira vez na história do Congresso Nacional uma bancada trans. 

São vitórias de alargar a democracia por meio da representatividade de grupos historicamente apagados. Mas os partidos caminham em câmera lenta. Há lutas internas homéricas. O que nós fazemos é não passar pano. A gente discute isso internamente, mas temos que, em momentos necessários, de forma pedagógica, mostrar que há esses problemas nos partidos.

BFC – Políticas identitárias

Duda Salabert – Primeiro, nunca foi pauta da esquerda pronome neutro, linguagem neutra. Isso é pauta da ultradireita conservadora e raivosa. Não estamos na política construindo um campo para dizer se o correto é ‘elo, ele, ille’. Estamos na política para discutir pautas estruturantes do ponto de vista educacional, dos problemas históricos do Brasil, como o fato de que um a cada três estudantes é analfabeto funcional. É algo alarmante. 

O índice de analfabetismo no Brasil é assustador. Mais de 2 milhões de estudantes não têm acesso a água potável. Meu projeto aprovado na Câmara e no Senado e vai para sanção na semana que vem pelo presidente Lula, obriga as escolas a garantirem água potável nas escolas para os alunos. Isso é algo básico, mas ainda não é resolvido. Os nossos projetos aprovados estão ligados diretamente a pautas e interesses populares. 

Duda Salabert
(Foto: Lucas Ávila)

Sobre a questão identitária, é lógico que há o preconceito no próprio campo progressista também. Quando você vai discutir questão racial não está fazendo um debate meramente racial. Está discutindo a estrutura carcerária e de segurança pública. Quando você faz um debate sobre feminismo, não está discutindo estritamente uma pauta identitária. Está discutindo o mercado de trabalho (para as mulheres). 

Quando você está discutindo a pauta LGBT, não está discutindo uma pauta estritamente identitária, está discutindo educação, moradia. Quando você está discutindo a pauta indígena, está discutindo a questão ambiental, a defesa dos biomas, a floresta em pé. Há uma esquerda preconceituosa também que não entende, que ainda está presa na revolução (Russa) de (19)17, e esqueceu que a lógica trabalhista do século em que nós estamos é completamente diferente. Sem negar, lógico, a importância de 1917.

BFC – Precarização do trabalho

Duda Salabert – Nós vivemos uma grande crise do neoliberalismo. E alguns políticos e governos tentam resolver a crise do neoliberalismo com mais liberalismo, o que é um erro. Se pegarmos o ciclo de contrarreformas que foram feitas no Brasil justamente com o objetivo de precarizar mais o trabalho e ‘uberizar’ ainda mais as relações sociais são três grandes reformas: a primeira, a trabalhista; a segunda, a da Previdência; e agora eles querem fazer uma terceira e última que é uma reforma na administração pública com o objetivo maior de precarizar por inteiro as relações trabalhistas e manter o Brasil numa situação de neocolônia. 

É um modelo equivocado, que é justamente o aprofundamento do neoliberalismo. O que nós temos que discutir no Brasil é, de fato, uma política econômica que combata esse neoliberalismo. Nos últimos 40 anos tivemos governos neoliberais. A diferença é na dosagem. Você tinha governos com dosagens ultraliberais, como a do Paulo Guedes, e outros com dosagens menores, mas a gente tem que fazer um debate justamente para reindustrializar o Brasil. Pensar o trabalho numa perspectiva moderna e contemporânea. 

Nesse cenário de avanço da inteligência artificial, retomar o debate sobre renda básica universal, que nós fizemos muito na pandemia. É fundamental porque o que se espera no futuro é que diversas profissões vão deixar de existir por causa da inteligência artificial. O jornalismo está sofrendo diretamente com isso. Hoje, os portais colocam o chat GPT para fazer matérias e vários jornalistas estão desempregados. A mesma coisa para advogado e outras profissões. 

Esse diálogo sobre inteligência artificial é o grande diálogo que a esquerda tem que fazer. Mas antes disso, nós temos que frear a reforma administrativa, que é a última ponta desse cenário de contrarreformas neoliberais e pensar nas próximas eleições em projetos econômicos para o Brasil. 

A gente tem ganhado nas últimas eleições só porque vota contra um, contra o Bolsonaro. Eu digo sempre que a vitória do Lula não foi a vitória dos sonhos, foi a derrota de um pesadelo. Mas a gente tem que voltar a votar com sonhos também. De pensar um Brasil que tenha um outro modelo econômico. A China fez, outros países também têm feito, e não há um projeto econômico no Brasil. Quer dizer, há projeto neoliberal que começou ali em 1989 e tem avançado a cada ano.

BFC – Futuro da esquerda pós-Lula

Palestra Duda Salabert
(Foto: Cadu Passos)

Duda Salabert – Eu acho que o debate não pode ficar no personalismo, tem que ser sobre o programa. Qual é o programa que nós temos para a educação? Educação em tempo integral, universalizar o acesso ao ensino superior, acabar com os vestibulares, como a Argentina, México, Bolívia, Uruguai, Cuba, Alemanha e diversos outros países europeus fizeram. 

Discutir que não é vendendo montanha moída que vai tornar o Brasil mais rico, mas sim, produzir ciência, tecnologia, inovação. É retomar o projeto do Darcy Ribeiro (ex-ministro da Educação do governo João Goulart), da chamada universidade necessária, colocar a universidade como elemento fundamental para combater a desigualdade socioeconômica. Eu lecionei Letras. Um terço dos estudantes universitários do Brasil são analfabetos funcionais, têm dificuldade para ler, interpretar texto. 

E aí na Letras tinha professor estudando os olhos de Capitu (personagem do livro ‘Dom Casmurro’, de Machado de Assis). Parece que está fazendo um doutorado na Noruega. Qual que é o maior problema do Brasil? A maior guerra? Não é contra o tráfico, é contra a desigualdade. 

A universidade tem o papel de fazer isso. E qual é a universidade que nós temos hoje? Se você pegar nos últimos 20 anos, a produção acadêmica no Brasil cresceu consideravelmente. Mas a dependência de tecnologia exterior cresceu assustadoramente. Quanto mais ciência produz, mais dependemos do exterior? Temos que fazer uma reforma universitária também. Enfim, eu quero discutir programa, não nome. Não estou preocupada se é Zé, João ou Caio. Estou preocupada é sobre qual é o programa que a gente vai apresentar. 

BFC – Crise climática X negacionismo

Duda Salabert – Se não me engano é do Luther King a frase que ‘não se combate a escuridão com mais escuridão’. Se eles (EUA) estão com negacionismo, a melhor forma de combater é com educação. Tem que ter educação climática. Diferentemente do que aquele deputado, esqueci o nome dele, aqui em Minas (Nikolas Ferreira), que tem relação direta com o fascismo mineiro, que quer que ensine negacionismo nas escolas. É burro. 

Como um cara desse pode ser eleito deputado com uma visão tão burra da sociedade? Tem que ter educação climática nas escolas e para combater o negacionismo climático. Ainda tem gente no Brasil que pensa que rato vira morcego. Tem gente que pensa que a Terra é plana. A escola vai mostrar que nós vivemos uma crise climática. Eu apresentei um projeto que foi aprovado. 

Tenho três anos como deputada federal e já aprovei seis projetos de lei, o dobro do (Jair) Bolsonaro em 27 anos. E aí vem setor da esquerda falar que é debate identitário? Eu tenho seis projetos aprovados. Quero ver quem produziu mais do que eu nesse Congresso em três anos? Quem foi a mais votada de Minas Gerais? Eu. Quem tá debatendo a escala 6×1? Erica Hilton. 

Nós estamos carregando a esquerda nas costas. O que está tendo de mais moderno, mais novo na esquerda, somos nós. Essa luta veio das margens e a esquerda reconhece isso. Mas tem outro setor que fica tentando achar pelo em ovo.

BFC – Política nas redes

Duda
(Foto: Cauê Passos)

Duda Salabert – Não acho que a esquerda tem dificuldade na comunicação digital. Defendo a tese de que há um algoritmo manipulado por grandes corporações econômicas. O dono da Meta, do Instagram, do Facebook, do Twitter. Você acha que o Elon Musk vai deixar que a esquerda radical revolucionária engaje no Twitter? Lógico que não. Você acha que isso vai acontecer na Meta também? Não vai. 

Temos que regulamentar as redes sociais no Brasil e dar transparência ao algoritmo. É uma competição desigual. Acho que merecia até uma CPI para investigar essas Big Techs. Por exemplo, aquele vídeo do Nikolas que viralizou (sobre a taxação do PIX), já me disseram que logo quando viralizou, uma deputada amiga minha, não vou dizer quem é, ligaram para ela perguntando se queria responder, e quem ligou foi do alto escalão. 

Entre o céu e o inferno, como diz o Shakespeare, há muito mais coisa que a gente imagina. Eles têm o controle. É a mesma coisa nos anos 80, no debate da Rede Globo. Por que que o Lula não ganhou as eleições de 89? Porque a Globo fez uma edição na véspera do segundo turno e mudou o cenário. Não é porque o Lula não sabia comunicar com as massas e o Collor sabia. Hoje temos a Meta por trás e outras empresas. 

BFC – Plano Nacional de Educação

Duda Salabert – O grande debate nas próximas semanas é do Plano Nacional de Educação. A comissão está sendo conduzida pela Tábata Amaral (PSB-SP). Vai ser uma briga forte no plenário. Nada que passe pelo plenário da Câmara dos Deputados sai com resultado bom. Esse é o grande problema. Ainda bem que tem o Senado para corrigir, mas na Câmara se apresenta um cavalo, sai um unicórnio. É bastante complicado. Não estou esperançosa com o que vai sair da Câmara. Mas acredito que o Senado tem poder para poder equacionar esse debate.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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