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“Careca do INSS” é preso em operação da PF

(Foto: LinkedIn/Reprodução)

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, foi preso hoje (12) pela Polícia Federal. A Operação Cambota, novo desdobramento da Operação Sem Desconto, deflagrada hoje, apura um esquema de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com prejuízo estimado em R$6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Foragido desde abril, quando foi alvo da primeira fase da Operação Sem Desconto, Antunes vinha sendo monitorado pela Polícia Federal após descumprir convocações para prestar depoimento e adotar estratégias para dificultar a investigação. Nesse período, segundo a PF, ele se dedicou a ocultar patrimônio e a articular manobras para obstruir a apuração, o que reforçou o pedido de prisão preventiva autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.

Como lobista e articulador, o “Careca do INSS” ocupava uma posição estratégica no esquema. Ele funcionava como elo entre associações de fachada, empresários e servidores do INSS, viabilizando descontos indevidos e a concessão fraudulenta de benefícios. A atuação de Antunes no esquema era central, já que ele garantia blindagem política e administrativa ao passo que viabilizava descontos indevidos em uma rede fraudulenta.

Além dos rendimentos mencionados, a Operação Cambota revelou que Antunes operava uma vasta rede empresarial que servia de fachada para dispersar os recursos desviados — segundo a PF, ele e pessoas ligadas receberam cerca de R$ 53,5 milhões de associações suspeitas, e R$ 9,3 milhões desses foram repassados diretamente a servidores do INSS entre 2023 e 2024. A investigação também documenta a apreensão de bens de luxo ligados aos investigados, reforçando indícios de enriquecimento ilícito, mas até o momento a defesa de Antunes não apresentou resposta oficial às acusações — permanecendo em silêncio sobre os detalhes levantados pela apuração.

Para a operação foram mobilizados cerca de 700 agentes da PF e 80 servidores da CGU para cumprir mais de 200 mandados judiciais que incluem prisão preventiva, busca e apreensão, e ordens de sequestro de bens com valor estimado superior a R$1 bilhão no escopo mais amplo das operações relacionadas.

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Luiz Estrela

Jornalista e criador de conteúdo no BFC, projeto em que se dedica à cobertura política nacional e internacional, além de cultura e direitos sociais, sempre com olhar crítico e linguagem acessível.

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