Um episódio de violência dentro de uma escola pública em Portugal chocou uma família brasileira e reacendeu o debate sobre segurança no ambiente escolar. O pequeno José Lucas, de apenas 9 anos, teve dois dedos amputados após ser atacado por colegas na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, no Distrito de Viseu, na semana passada. A mãe do menino, Nívia Estevam, revelou o caso nas redes sociais e ressaltou que o filho já vinha sendo alvo de agressões antes do episódio mais grave.
Segundo Nívia, o ataque aconteceu logo no início da manhã. José havia acabado de entrar no banheiro quando foi seguido por dois colegas, que teriam fechado a porta sobre seus dedos e continuado a pressioná-la até causar a amputação. Sem conseguir levantar por causa da dor, o menino precisou se arrastar pelo chão para pedir ajuda. Funcionárias da escola tentaram estancar o sangramento, aplicaram gelo e ligaram para a mãe.
A família afirma que, inicialmente, a escola tentou minimizar a situação. A professora da turma teria informado à mãe que o menino havia “amassado o dedo” durante uma brincadeira, sem mencionar a gravidade do ferimento. Nívia só compreendeu a extensão do caso quando soube que uma ambulância havia sido acionada. Parte dos dedos amputados, segundo ela, foi descartada pela própria escola.
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José Lucas foi levado ao hospital, onde passou por uma cirurgia de três horas. Os médicos não conseguiram reimplantar os dedos, mas utilizaram parte de um deles para reconstruir a área com exposição óssea. Ele recebeu alta no dia seguinte.
A mãe também relatou que o filho vinha sofrendo agressões frequentes, como puxões de cabelo, chutes e até marcas no pescoço. A direção teria desconsiderado as queixas, alegando que “crianças mentem”. Após a repercussão, a escola informou que abriu um inquérito interno e acionou a polícia. A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Portugal também instaurou investigação e designou uma assistente social para acompanhar o caso.
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