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Banco Central fecha o cerco contra contas usadas pelo crime organizado

Banco Central do Brasil
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Banco Central anunciou novas regras que endurecem o combate à lavagem de dinheiro e ao uso irregular de contas bancárias no país. As medidas, que entram em vigor em 1º de dezembro de 2025, obrigam bancos, fintechs e instituições de pagamento a encerrar contas utilizadas de forma ilegal, especialmente as chamadas “contas-bolsão”, mecanismo usado para ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento de operações.

Essas contas funcionam como um cofre coletivo: abertas por fintechs em bancos tradicionais, concentram valores de diversos clientes sob um único titular, o que impede identificar os verdadeiros donos dos recursos. Segundo o BC, o modelo foi explorado por organizações criminosas, como o PCC, para lavar dinheiro e mascarar transações milionárias.

O tema ganhou destaque após a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que revelou um esquema bilionário de lavagem no setor de combustíveis. Somente em uma fintech envolvida, o BK Bank, foram movimentados R$ 46 bilhões em operações suspeitas.

O diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, afirmou que as novas normas são uma resposta direta aos “comportamentos ilícitos infiltrados no sistema financeiro”. Já a diretora de Supervisão de Conduta, Izabela Correa, ressaltou que o objetivo não é proibir o uso legítimo de contas-bolsão, comuns em operações de câmbio ou marketplaces, mas sim eliminar as que servem para ocultar a identidade dos verdadeiros titulares.

O Banco Central também determinou novos limites de capital mínimo para instituições financeiras, com o objetivo de reforçar a solidez do sistema e fechar brechas usadas em fraudes via Pix e outras transações.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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