Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fugiu do Brasil para os Estados Unidos em fevereiro de 2025 para evitar ser preso e articular sanções contra o País na tentativa de pressionar o Judiciário a não condenar seu pai, Jair Bolsonaro, por liderar a trama golpista.
Carla Zambelli (PL-SP) fugiu para a Itália em junho do mesmo ano, para não ser presa após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão por causa da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
- Zambelli é condenada a 5 anos e 3 meses de prisão no caso da perseguição à mão armada
- “É preciso revogar o instituto da prisão domiciliar”, defendeu Eduardo Bolsonaro em 2017
- Hugo Motta evita votação e decide cassar mandato de Alexandre Ramagem na Mesa Diretora
Alexandre Ramagem (PL-RJ) escafedeu-se em setembro, depois de ser igualmente condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por usar a Agência Brasileira de Informações (Abin), de quem era diretor no governo Bolsonaro, para monitorar ilegalmente ministros do STF, do Legislativo, da Receita Federal e jornalistas. A fuga ocorreu por terra pela Guiana, de onde ele embarcou para os Estados Unidos.
Covardia
Os três têm em comum a atitude de praxe dos bolsonaristas: pegos praticando crimes e condenados, fogem covardemente para não responder por eles na Justiça, alegando “perseguição política”.
Antes de irem embora, eles “espetaram” um conta salgada no bolso dos brasileiros. Desde 2023, quando iniciaram o atual mandato, os parlamentares hoje cassados custaram aos cofres públicos quase R$ 19 milhões, de acordo com dados oficiais do Portal da Câmara Federal.
Em três anos, foram exatos R$ 18.982.167,63, entre salários, “Cotão” para despesas do mandato, verbas de gabinete para pagar assessores, entre outros privilégios.
Com esse dinheiro gasto pela “bancada dos foragidos” seria possível construir e equipar cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Ou até 8 escolas criando cerca de 4 mil vagas novas da rede pública, com infraestrutura para ensino em tempo integral e ênfase em inclusão digital.
Também seria possível construir 200 casas populares, beneficiando 800 pessoas em conjuntos habitacionais urbanos ou rurais.
Custo por dia
Considerando o total de dias em que Eduardo, Zambelli e Ramagem participaram das sessões da Câmara entre 2023 e 2025 fica mais claro o que isso significa.
Eduardo Bolsonaro custou por “dia trabalhado” no Legislativo R$ 33.652,19 por dia;
Carla Zambelli ficou um pouco mas barata: R$ 31.815,62 por dia foi o custo de seu mandato atual;
Ramagem saiu por R$ 21.235,35 diários.
Bookmark