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Para azar de Bolsonaro, livros de “caça-palavras” e de colorir não reduzem pena

Por lei, benefício da remição para condenados exige a comprovação da leitura e da compreensão da obra através da apresentação de uma resenha
Bolsonaro: “Os livros hoje em dia, como regra, são um montão de amontoado de muita coisa escrita”. Foto: Reprodução/Flickr

Jair Bolsonaro começou, na última terça-feira (25), a cumprir, na sede da Polícia Federal em Brasília (DF), a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de estado.

Nesta quinta-feira (27), ele recebeu as visitas da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e de seu filho e vereador de Balneário Camboriú (SC), Jair Renan.

Na saída da Polícia Federal, Jair Renan contou ter levado para o pai um livro de caça-palavras.

Remição

A leitura, aliás, é uma das possibilidades que o ex-presidente tem para tentar reduzir o tempo na prisão através da chamada “remição da pena”.

A cada livro lido é possível reduzir 4 dias de pena, com limite anual de 12 livros. O problema é que o próprio ex-presidente já revelou não ser muito chegado à leitura.

“Os livros hoje em dia, como regra, são um montão de amontoado de muita coisa escrita”, disse ele em conversa com jornalistas no Palácio do Alvorada, em 3 de janeiro de 2020.

E para o azar de Bolsonaro, livros de caça-palavras e de colorir não costumam ser aceitos. Isso porque a remição exige a comprovação da leitura e da compreensão da obra através da apresentação de uma resenha.

Sendo assim, essas “obras” não geram esse tipo de produto para avaliação. Até porque, a resolução do Conselho Nacional de Justiça nº 391/2021, que regulamenta o benefício, prevê a leitura de “obras literárias”.

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Ivan Santos

Jornalista com três décadas de experiência, com passagem pelos jornais Indústria & Comércio, Correio de Notícias, Folha de Londrina e Gazeta do Povo. Foi editor de Política do Jornal do Estado/portal Bem Paraná.

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