O presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Repub-PB), proibiu que parlamentares votem pelo sistema eletrônico da Casa se estiverem no exterior. A decisão foi tomada após a fuga do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) para os Estados Unidos. De acordo com a Câmara, só poderão usar essa modalidade de voto parlamentares que estiverem em missão oficial.
Motta acolheu parecer da Secretaria-Geral da Mesa da Casa segundo a qual o parlamentar fora do território nacional não pode votar, ainda que esteja amparado por atestado médico.
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Condenação
Ramagem fugiu do país para escapar da prisão por participação na trama golpista. Ele tinha conseguido votar no Projeto de Lei (PL) Antifacção do exterior pelo aplicativo Infoleg. A Câmara ainda analisa se cancela, ou não, o voto do parlamentar.
O parlamentar foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter participação na trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no Poder. Ele foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro.
O STF determinou nesta terça-feira (25) que a Câmara deve declarar a perda do mandato de Ramagem, que já teve a execução da pena determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
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