O general Augusto Heleno, preso desde a última segunda-feira (24) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, informou ao Exército Brasileiro durante exame médico realizado nesta terça-feira (25) que é portador de Alzheimer desde 2018. A revelação ocorreu durante avaliação de saúde no Comando Militar do Planalto (CMP), onde ele e o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira cumprem pena por participação na trama golpista de 2022.
De acordo com o relatório médico, Heleno, de 78 anos, declarou ser portador de “Demência de Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso (polifarmácia)”. As informações indicam que o general já tinha a doença enquanto exercia o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante os quatro anos do governo Jair Bolsonaro.
O general está, literalmente, alegando demência.
O Exército confirmou em nota que os dois generais “foram conduzidos na tarde de terça à sede do Comando Militar do Planalto” e que, após os procedimentos penais, “encontram-se em instalações dessa Unidade Militar”. As celas preparadas pelo Exército contam com cama, banheiro e ar-condicionado, podendo receber televisão e frigobar mediante autorização judicial.
A rotina dos custodiados seguirá as normas previstas para a custódia de militares. O exame médico realizado tem como objetivo avaliar o estado de saúde geral e a integridade física dos presos, documentando doenças preexistentes e sinais de lesões corporais.
Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por sua participação na tentativa de reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, também foi condenado pela mesma trama golpista.
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