Os dois principais investigados da Operação Carbono Oculto, Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, apelidado de “Primo”, deram novos passos rumo à colaboração com as autoridades. De acordo com apurações do Metrópoles e informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, em O Globo, Beto Louco já firmou delação premiada, enquanto Primo negocia os termos de um possível acordo.
A Operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal, investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, com suporte de operadores financeiros e a participação de empresas envolvidas em fraudes contábeis e lavagem de dinheiro.
Segundo as reportagens, o esquema beneficiava não apenas a facção, mas também políticos de diferentes esferas, especialmente ligados ao centrão, que teriam atuado para facilitar o avanço das operações clandestinas.
Ainda segundo o Metrópoles, Beto Louco passou a enxergar a delação como única porta de retorno ao Brasil, depois de fugir para o exterior. Segundo o colunista do O Globo, Lauro Jardim, as negociações estão em estágio avançado e que o investigado deve preservar nomes da cúpula do PCC, concentrando seus relatos na participação de agentes políticos e operadores financeiros.
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Primo, ligado à refinaria Copape e também peça-chave da engrenagem, segue foragido e se mostra menos disposto a colaborar. Ambos estariam escondidos no Líbano, após uma temporada em Dubai.
As investigações revelam que o esquema movimentava toda a cadeia de combustíveis, da produção ao varejo, e incluía o uso de fundos de investimento e empresas de fachada para dar aparência legal ao dinheiro ilícito.
A expectativa agora é sobre quais nomes da política devem ser citados e qual impacto as revelações terão sobre articulações em Brasília e São Paulo, já que integrantes do governo Lula avaliam que a Carbono Oculto tem conexões diretas com o caso envolvendo o Banco Master.
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