Aos 12 anos, Laís Vitória experimentou uma das sensações mais fundamentais da experiência humana: ouvir a voz da própria mãe. Moradora de Vertentes, no Agreste de Pernambuco, a menina com surdez profunda viveu um momento de pura emoção na última quarta-feira (19), quando seu implante coclear foi ativado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP).
O procedimento marcou o capítulo final de uma jornada que começou com a cirurgia para colocação do dispositivo um mês antes. Conhecido como “ouvido biônico”, o implante coclear é indicado para casos de perda auditiva severa onde os aparelhos convencionais não surtem efeito.
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O implante funciona por meio de uma tecnologia sofisticada que converte sons em estímulos elétricos enviados diretamente ao nervo auditivo, contornando as partes danificadas do ouvido. Para Laís, essa inovação representa muito mais que um procedimento médico – é a chave que abre as portas para um mundo de sons, linguagem e conexões que até então eram inacessíveis.
O vídeo que registra a reação da adolescente ao experimentar a audição pela primeira vez torna tangível uma conquista que transcende a técnica, mostrando o impacto profundo que o acesso à saúde auditiva pode ter na vida de uma criança.
A trajetória de Laís ilustra os desafios enfrentados por milhares de brasileiros com perda auditiva severa, especialmente aqueles dependentes do sistema público de saúde. O sucesso do procedimento no IMIP representa não apenas uma vitória pessoal, mas também um exemplo dos avanços na saúde auditiva disponíveis através do SUS.
O momento emocionante, registrado em vídeo, mostra a menina experimentando pela primeira vez um sentido que a maioria das pessoas considera natural.
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