A Guarda Costeira dos Estados Unidos recuou de uma proposta que reclassificaria a suástica e outros símbolos nazistas como meramente “potencialmente divisivos” em vez de símbolos de ódio explícitos. A reversão ocorre após fortes críticas públicas e reportagem do The Washington Post que revelou a mudança na política que entraria em vigor em 15 de dezembro.
O almirante Kevin Lunday, comandante interino da Guarda Costeira, enviou um e-mail a todo o serviço na quinta-feira (20) declarando que símbolos como suásticas, forcas e a bandeira confederada permanecem “proibidos”, apesar da redação inicial da nova política que suavizava sua classificação.
Documentos obtidos pelo The Washington Post mostravam que a política original, programada para vigorar em dezembro, removia a classificação explícita desses símbolos como de ódio, categorizando-os apenas como “potencialmente divisivos”. A bandeira confederada, embora permanecesse proibida, também recebia uma classificação menos severa.
Um oficial da Guarda Costeira, falando sob anonimato, havia expressado alarme com as mudanças: “Não merecemos a confiança da nação se não formos claros sobre o caráter divisivo das suásticas”.
A Guarda Costeira, subordinada ao Departamento de Segurança Interna, tem passado por significativas mudanças culturais desde o início do segundo mandato de Trump.
A ex-comandante almirante Linda Fagan – primeira mulher a liderar um ramo das Forças Armadas – foi demitida no primeiro dia do governo, supostamente por seu foco em iniciativas de diversidade e investigações de agressão sexual.
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