As Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram um bombardeio contra o campo de refugiados palestinos de Ain al-Hilweh, no sul do Líbano, nesta terça-feira (18), rompendo mais uma vez o cessar-fogo. O ataque deixou pelo menos 13 mortos e vários feridos, segundo balanço do Ministério da Saúde libanês.
Em comunicado, o Exército israelense alegou – sem apresentar provas concretas – que o local abrigava um “composto de treinamento do Hamas” usado para “planejar e realizar ataques terroristas contra tropas das FDI e o Estado de Israel”. As FDI afirmaram ter tomado “medidas para evitar danos civis” e utilizado “munição precisa” na operação.
O ataque representa uma grave violação do cessar-fogo estabelecido entre Israel e Hezbollah após 14 meses de conflito direto. O acordo, mediado em novembro, tinha como condição principal o desarmamento do Hezbollah no sul do Líbano, medida que o grupo xiita rejeitou implementar.
Ain al-Hilweh é o maior campo de refugiados palestinos no Líbano, abrigando dezenas de milhares de pessoas em condições precárias. O local historicamente apresenta tensões entre facções palestinas, mas ataques israelenses diretos contra a área são incomuns.
Esta não é a primeira violação israelense desde o cessar-fogo. Nos últimos meses, as FDI realizaram diversos ataques no território libanês, incluindo operações que atingiram até mesmo posições da ONU no sul do país.
O ataque ocorre em um momento de crescente tensão regional, com Israel mantendo operações militares simultâneas em múltiplas frentes – incluindo a continuação de sua ofensiva em Gaza e confrontos esporádicos com grupos armados no Líbano e na Síria.
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