Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira (18) a anulação de três questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 devido a suspeitas de vazamento prévio. A Polícia Federal foi acionada para investigar o caso, que envolve um curso preparatório que teria divulgado questões praticamente idênticas às da prova cinco dias antes da aplicação do exame.
Segundo o MEC, a situação envolve Edcley Teixeira, que atua em curso preparatório e transmitiu em suas redes sociais uma live com correções de questões extremamente similares às aplicadas na prova do último domingo (16), quando foram realizadas as provas de matemática e ciências da natureza.
Em nota oficial, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que sua equipe técnica “identificou similaridades pontuais entre os itens divulgados e os aplicados”, o que motivou a anulação. No entanto, o instituto ressaltou que “nenhuma questão foi apresentada exatamente como na prova de 2025” e que todos os protocolos de segurança foram cumpridos.
O Inep explicou que a metodologia utilizada no Enem, baseada na Teoria da Resposta ao Item (TRI), exige que os itens sejam pré-testados, o que poderia explicar semelhanças entre conteúdos. Estudantes que participam desses pré-testes têm contato com itens que podem compor futuras edições do exame.
Segundo informações apuradas, Teixeira teria declarado ter tido acesso antecipado a questões do Enem também nas edições de 2023 e 2024, que foram trabalhadas em seu curso preparatório.
A Polícia Federal foi oficialmente acionada para investigar a autoria e a conduta na divulgação das questões, além de apurar possível quebra de confidencialidade. O Inep garantiu que mantém “rigorosos protocolos de segurança” em todas as etapas do exame.
A anulação das três questões não compromete a validade do exame, segundo o MEC, que reafirmou “a isonomia, lisura e validade das provas do Enem 2025”.
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