A quarta-feira (12) foi marcada por mais uma turbulência na equipe ligada a Gilberto Kassab (PSD) no governo Tarcísio de Freitas. O assessor Mário Botion, ex-prefeito de Limeira, pediu demissão horas depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações envolvendo prefeituras paulistas.
Botion ocupava, desde julho, o cargo de diretor de Convênios no escritório regional de Campinas da Secretaria de Governo, responsável por intermediar repasses entre o Estado e municípios da região. A função colocava o ex-prefeito no centro de articulações administrativas e políticas, o que aumentou a atenção sobre seu nome após a ação da PF.
A Operação Coffee Break, conduzida em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), mira um esquema de desvio de recursos da área da Educação por meio de contratos superfaturados. De acordo com as investigações, duas empresas de material didático, sediadas em Sumaré e Hortolândia, atuavam como fornecedoras em processos licitatórios sob suspeita.
No total, 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Paraná e Distrito Federal. Em um dos endereços vistoriados no estado, os agentes apreenderam R$ 2,1 milhões em espécie.
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A PF não esclareceu se as suspeitas envolvendo Botion remontam à sua gestão em Limeira (2017–2024) ou ao período recente no governo estadual. O caso segue sob sigilo. Ele também responde a dois processos por improbidade administrativa, ainda sem decisão judicial desfavorável.
Em nota, a Secretaria de Governo afirmou que Botion solicitou a exoneração e que não exercia funções estratégicas dentro da gestão. A pasta tenta evitar desgaste político em meio a sucessivas baixas: esta é a segunda demissão em menos de duas semanas.
No fim de outubro, o ex-prefeito de Ilha Comprida, Décio Ventura, também deixou o cargo de diretor regional após críticas sobre seu histórico de irregularidades em tribunais de contas.
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