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Demissão após grito de “sem anistia” expõe clima de perseguição em SP

(Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP)

Ivan Paixão, professor e economista de 40 anos, foi demitido da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU) no último dia 8 de setembro, por ordem direta do presidente da empresa, Reinaldo Iapequino.

O profissional prestava consultoria à estatal por meio da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e, dias antes, havia protestado contra o governador Tarcísio de Freitas, gritando “sem anistia” quando ele chegava à Bolsa de Valores para participar de um leilão de concessão de rodovias.

Segundo Ivan, alguém ligado à comitiva do governador teria o fotografado, e um dossiê com seu nome foi elaborado logo após o ato. Internamente, colegas apontam que a demissão teve motivação política, o que afronta a Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias ou limitativas no acesso e manutenção da relação de trabalho.

Procurada, a CDHU não apresentou justificativas formais para a dispensa. O governo paulista, por sua vez, afirma que a decisão foi administrativa e sem relação com manifestações políticas. Fontes próximas ao Palácio dos Bandeirantes classificam como “infundadas” as acusações de retaliação e reforçam que a estatal tem autonomia para reorganizar contratos e equipes conforme seus critérios internos.

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Luiz Estrela

Jornalista e criador de conteúdo no BFC, projeto em que se dedica à cobertura política nacional e internacional, além de cultura e direitos sociais, sempre com olhar crítico e linguagem acessível.

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